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OBRAS MUNICIPAIS

  OBRAS MUNICIPAIS Os munícipes não têm que se imiscuir na gestão dos recursos humanos nem na utilização do parque automóvel da Câmara Municipal, mas ocorrem situações tão estranhas, que não é possível ficar indiferente. Assistiu-se hoje na Rua Augusto Fernandes, em Oleiros, a um invulgar movimento de viaturas e de funcionários camarários, cujo único objetivo era a mudança de um contador da água para um local afastado três ou quatro metros, instalado na casa com o nº 51, exigindo alguma intervenção no pavimento do estreito passeio. Tal operação envolveu uma camioneta de carga, uma carrinha de caixa aberta, uma gigantesca retroescavadora e 5 (cinco!) operários camarários. Verificou-se entretanto que a máquina retroescavadora, serviu apenas para transportar alguma areia na enorme pá frontal, mas a sua presença obrigou à ocupação de metade da largura da rua e à sinalização de segurança da zona envolvente. Não dá para entender!

O Calão

  O Calão        Existiu durante cerca de duzentos anos, na parte oriental da vila de Oleiros, uma conduta de água com 3 km de comprimento, sensivelmente paralela ao curso da ribeira e que era conhecida por “levada da Casa Grande”.      Esta levada foi pensada e construída para alimentar dois moinhos de água e irrigar extensos terrenos agrícolas pertencentes à família Rebelo de Albuquerque nas imediações da vila, mas acabou por resolver problemas de subsistência de uma população privada da posse de terras. Com efeito, ao longo da levada foram criadas pequenas hortas, pelas quais os seus utilizadores pagavam uma renda anual à Casa Grande, como se chamava a importante casa senhorial.      Daquelas hortas os arrendatários obtinham os produtos agrícolas essenciais ao sustento do seu agregado familiar. Curiosamente, era uma boa parte desta gente que, através do seu trabalho braçal, mantinha de pé o notável poder ag...

A Quinta do Canudo

  A Quinta do Canudo        Situada em Oleiros, entre o Outeiro e o Ramalhal, a quinta do Canudo era um vasto espaço agrícola, delimitado em todo o seu perímetro por um robusto muro de pedra solta, ainda hoje visível em quase toda a sua extensão, com 610 metros. Entretanto, alguns segmentos foram destruídos para dar lugar a diversas vivendas em finais do século XX.      A quinta tinha várias entradas, uma das quais ‒ a principal ‒ se situava na atual rua Padre António de Andrade, a curta distância do Ramalhal. Esta passagem ainda hoje ostenta um enorme portão de ferro, no qual sobressaem, em relevo, as letras “AG”, iniciais do nome do seu primeiro proprietário, Adrião Gonçalves. Todo este património foi edificado graças a uma considerável fortuna que este senhor conseguiu amealhar no Brasil, para onde tinha emigrado.      Em 1907, com vista à construção do muro e dada a envergadura da obra, foi feita uma escri...

Noite de fados

  Noite de Fados Decorreu ontem em Oleiros, na Devesa, uma prazerosa sessão de fados promovida pelo Município, como há muito se não tinha ouvido. Feita apropriada apresentação, com uma impecável dicção, seguiu-se a interpretação de várias peças musicais pelos exímios artistas António Ataíde (fadista), Bruno Costa (guitarra portuguesa) e Nuno Botelho (viola dedilhada). O reportório incidiu sobretudo em obras de Carlos Paredes e de José Afonso, mas também se ouviram outras composições muito conhecidas, para as quais o fadista pediu a colaboração do público, o qual aderiu, primeiro timidamente, mas depois com algum entusiasmo. O local escolhido, debaixo de frondosas tílias e salgueiros, era muito aprazível, tendo contribuído para o sucesso do espetáculo, a amenidade da noite. As traquinices de muitas crianças que por ali cirandavam prejudicaram um pouco o silêncio que a ocasião exigia, mas o fadista, com sentido de oportunidade e de boa disposição, soube lidar com a delicada sit...

Certificados de Mérito

  Certificados de Mérito Decorreu ontem, dia 9 de julho, um jantar oferecido pelo Município de Oleiros    aos alunos e colaboradores da Academia Sénior de Oleiros, em jeito de convívio festivo para encerramento das atividades do ano letivo de 2024/2025. No final foram distribuídas lembranças e “certificados de mérito” aos alunos. Caricato continua a ser o facto de todos os alunos receberem a classificação de “Máximo Aproveitamento”, como consta num papel assinado pelo presidente da Câmara, mesmo que alguns desses académicos tenham passado todo o tempo das aulas a dormir. Já vai sendo tempo de acabar com esta trapaça, que em nada dignifica as Academias Seniores. Bem sabemos que elas se destinam a entreter velhotes, mas, já agora, que haja algum decoro na avaliação dos conhecimentos dos formandos.  

Destruição de ervas da rua

  Destruição de ervas da rua   Zelosos funcionários do Município de Oleiros andam muito atarefados a eliminar as plantas espontâneas que crescem nas ruas da vila, tendo o cuidado de ir colocando por onde passam um aviso: “Trabalhos de limpeza da via”. Limpeza?! Mas então as ervinhas são lixo?! Que mal fazem aquelas humildes plantas? Quem não gosta de ver em floração aquelas valerianas, serovias, misopates, verónicas e até as minúsculas cimbalárias, tão inofensivas e cheias de graça? Deixem-nas estar enquanto estão verdes e plenas de viço. Retirem-nas, sim, quando, tendo completado o seu natural ciclo de vida, estiverem secas. De facto não se vislumbram quaisquer inconvenientes no seu crescimento junto das paredes, antes pelo contrário: alegram a rua e purificam o ar. Deixem-nas crescer e dêem outras tarefas mais úteis aos diligentes trabalhadores camarários! Será que é difícil perceber isto?  

Cortiçada

  Cortiçada “Cortiçada Art Fest” é um festival de artes performativas, que gira em torno da arquitetura, da fotografia, da dança e da música, promovido pela “MAG - Marques de Aguiar”, empresa de arquitetura e urbanismo sediada no Porto. O festival decorre no interior do país, tendo criado um roteiro intermunicipal de obras de arte na paisagem. Realiza-se desde há alguns anos na zona do pinhal, e conta com a colaboração das Câmaras Municipais e de outras entidades nacionais e estrangeiras. Para além das manifestações cénicas ( performances ), realiza também, em paralelo, reuniões de trabalho ( workshops) . Procura a interação entre os “atores” do festival e a população local. Este ano a festa decorreu em Oleiros entre os dias 2 e 5 de julho, tendo a participação de estudantes de arquitetura, de dança e de música. O local escolhido foram as margens da ribeira, junto da obra de arte intitulada “Portal da Lua” ( Moon Gate ), um projeto da “MAG - Marques de Aguiar” executado em 20...

Exposição "100 Paredes"

  Exposição   “100 Paredes” Decorrem em todo o país as celebrações do centenário do nascimento de Carlos Paredes, compositor e guitarrista português brilhante, num projeto itinerante, com iniciativas em vários municípios e países. O Município de Oleiros não quis ficar indiferente (e bem!) promovendo uma exposição na Galeria Municipal de Oleiros e um concerto no Pavilhão Multiusos das Devesas Altas, dedicado àquele poeta da guitarra portuguesa, no dia 4 de julho. Todavia, parece que o fez um tanto a contragosto, talvez por se tratar de uma homenagem a um combatente antifascista, que se opôs à ditadura de Salazar, tendo sido preso pela PIDE, como se pode ler em vários pontos dos painéis da exposição, dedicados à vida e obra de Carlos Paredes, e onde se destaca o seu perfil ideológico, contrário às ideias políticas defendidas pela edilidade. De outra forma não se percebe por que não se fez uma visita guiada à exposição e por que foi tão magro o ágape que habitualmente se segu...

Que raio de coro é este?

  Que raio de coro é este? Realizou-se hoje em Oleiros, num restaurante local, um almoço de confraternização a propósito do encerramento das atividades musicais do corrente ano da Tuna Sénior de Oleiros. No final do ágape entoaram-se cantigas completamente estranhas ao reportório do grupo coral, no qual figuram belas peças musicais dignas de ser interpretadas em qualquer lugar. Em casa de ferreiro, espeto de pau!  

Festa de S. João do Casal

  Festa de S. João do Casal Em meados do século passado o Casal era um espaço rústico com hortas e courelas atravessadas pela levada da Casa Grande, onde as únicas construções eram um enorme curral de caprinos pertencente àquela casa senhorial, e duas casas de pedra à vista para serventia agrícola, uma do ti’ Zé da Perna Fina e outra do ti’ Zé da Cesta. Com a extinção da levada e a construção de uma importante rodovia, as hortas desapareceram por completo, dando lugar a um novo bairro da vila de Oleiros com vivendas e prédios de habitação. Há cerca de duas décadas os seus moradores, com o intuito de criar laços de amistosa convivência, criaram a "Festa de S. João do Casal", que, de então para cá, se tem realizado todos os anos no mês de junho. Juntam-se a esta iniciativa os moradores dos lugares limítrofes: Portela, Santa Margarida e Cova dos Pinheiros. Trata-se de um encontro festivo das gentes daqueles lugares, em data preestabelecida, com mesa posta de manhã à noite....

Parada Musical de Bandas

  Parada Musical de Bandas A Sociedade Filarmónica Oleirense fez 131 anos de existência. Para celebrar a efeméride organizou, e bem, uma parada musical para a qual convidou três bandas filarmónicas de localidades próximas: Unhais da Serra, Louriçal do Campo e Nisa. Para além dos habituais atos institucionais próprios destas celebrações, a Filarmónica Oleirense, no final da tarde, quis brindar os oleirenses com uma magnífica parada musical, que teve o seu ponto alto numa arruada, em que participaram as bandas convidadas e a banda anfitriã, com todos os seus elementos sabiamente distribuídos por naipes, emprestando um invulgar ar festivo às ruas da vila. Nesse garboso desfile foi entoada a peça musical “Oleiros em Marcha”, do compositor Vitor Resende. De seguida, frente ao edifício da Câmara Municipal, foi executada em uníssono a peça “Vila de Oleiros”, de Valdemar Sequeira. Trata-se de uma composição musical muito acarinhada pelos oleirenses, mas cuja letra terá se ser alterad...

Marchas Populares

  Marchas Populares Desde há uma dezena de anos que o Rancho Folclórico e Etnográfico de Oleiros organiza nesta terra as Marchas dos Santos Populares, à semelhança do que acontece em Lisboa e noutras localidades do país. Nelas participam várias instituições locais, que trabalham durante alguns meses, o melhor que sabem e podem, para apresentar coreografias animadas com músicas marciais tradicionais. Nos últimos anos, a convite da organização, tem participado também no evento o Rancho Típico de Vila Nova, da Freguesia de Cernache (Coimbra), que se apresenta sempre de forma vistosa, em cuja exibição se evidencia até um certo profissionalismo, e que, por isso, atrai gente de fora. De todos os grupos participantes merece especial destaque a marcha do Infantário da Santa Casa da Misericórdia de Oleiros, que, certamente, ficaria em primeiro lugar se houvesse alguma forma de concurso ou competição entre os grupos. Trata-se de uma representação, talvez inédita, em que os marchantes s...

Passeio dos Seniores

  Passeio dos seniores   Desde há alguns anos que a Junta de Freguesia de Oleiros-Amieira organiza com êxito um passeio anual para a população idosa da freguesia. Este ano teve lugar nos dias 21 de maio e 4 de junho e decorreu entre Vila Nova da Barquinha e Vila Velha de Ródão. A experiência de edições anteriores permite que a organização do evento seja cada vez mais aprimorada, como se tem verificado e o passeio deste ano, sem qualquer dúvida, o veio confirmar. Como tem sido habitual, esta ação repetiu-se em duas datas diferentes para dois grupos diferentes, a fim de evitar, ao que se supõe, um elevado número de participantes no mesmo dia, e assim facilitar o serviço organizativo. Referir-me-ei nesta crónica apenas ao passeio da segunda data, no qual participei. Manhã bem cedo, os cerca de 200 participantes foram distribuídos por 4 confortáveis autocarros, cujos lugares foram atribuídos por sorteio à entrada de cada viatura. Assim, de forma ordeira e sem atropelos, ...

Tulipeiro

  Tulipeiro Há dois anos, ao iniciar este blogue, dissertei um pouco sobre o tulipeiro ( Liriodendron tulipifera ) que se encontra na margem esquerda da Ribeira de Oleiros, a cerca de 200 metros a jusante da Ponte Grande. Nunca é demais chamar a atenção para esta magnífica árvore, pela sua imponência e pela beleza das suas flores. Quem a visitar nesta altura do ano encontrá-la-á vestida de invulgares folhas quadrilobadas e vistosas flores amareladas em forma de taça, que fazem lembrar tulipas, e daí, o nome vernáculo da árvore ‒ tulipeiro. Estas flores não são abundantes, mas vale a pena procurá-las na frondosa copa e apreciar os maravilhosos detalhes da sua morfologia externa.   Sugiro ainda um passeio pelas redondezas, onde podem ser observadas variadas plantas ripícolas em floração, e ouvir o murmurejar tranquilizante das águas da ribeira. Maio de 2025. Alcino Alves    

Atividade lúdica em Oleiros

  Atividade lúdica em Oleiros   Decorreu ontem, nas Devesas Altas, uma ação lúdica designada por “Vale Tudo”, organizada pela Associação Pinhal Total, essencialmente destinada à juventude, e que consistiu em diversas atividades com bicicletas, trotinetas e “skates”. No final da tarde, o público em geral foi brindado com uma gincana automóvel e espetaculares piruetas com uma bicicleta motorizada. Foi um lindo espetáculo   em que os “pilotos” daquelas máquinas mostraram a sua perícia e habilidade acrobática. Alguns membros da própria Associação mostraram também a sua audácia e espírito arrojado, enfrentando os desafios dos próprios “pilotos”, embora de forma passiva. A par de todas estas atividades, havia também “comes e bebes” para os mais famintos e sequiosos, ao som de música condizente, emprestando um ar festivo àquele belo espaço cedido pelo Município para o efeito. Foi, de facto, uma boa maneira de dar uso ao recinto das Devesas Altas, com excelentes condições par...

Dendrofobia autárquica

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 , como todq Dendrofobia autárquica Quem terá tido a ideia peregrina de mandar desmembrar algumas magníficas árvores que ladeiam a rua José Esteves Garcia (antiga Estrada Nacional), mais precisamente na Cova dos Pinheiros, em Oleiros? Por que lhes deceparam o fuste, quando a tendência natural daquelas espécies é para o crescimento vertical, não havendo sequer quaisquer linhas aéreas (telefónicas ou de distribuição de eletricidade) que possam ser afetadas? Foram mutilados quatro graciosos álamos e um imponente plátano. Foi dito que se tratava de uma poda! Ora, segundo as mais elementares regras de silvicultura, as podas, quando necessárias, fazem-se no final do inverno, e não às portas do verão, quando todas as árvores se apresentam cheias de folhagem. Além disso, não são aceitáveis podas tão radicais como aquelas.  Também há 3 ou 4 anos foram abatidos, no mesmo local, três majestosos ciprestes, com a alegação de que estavam na iminência de cair, o que não é credível, vis...

Sopas do Mosteiro

Sopas do Mosteiro Decorreu ontem, uma vez mais, a festa das “Sopas do Mosteiro”. Foi uma festa cheia de vivacidade pelo número de visitantes, e pela qualidade e variedade dos produtos oferecidos, a que a freguesia do Mosteiro já nos habituou desde edições anteriores. Todavia, a má acústica do pavilhão agravada pelo deficiente funcionamento da aparelhagem sonora ali instalada, não permitiram ouvir nas melhores condições a atuação de um grupo folclórico e da tuna da Academia Sénior de Oleiros, bem como as breves intervenções de autarcas e dirigentes da associação promotora do evento –   o Grupo Maltêz Desportivo de Mosteiro. As palavras e a música perdiam-se completamente naquele bruaá constante que se ouvia no interior do recinto, que não abrandou, nem mesmo nos momentos das várias intervenções com amplificação sonora. Foi pena.  

Confraria do Cabrito Estonado

  Confraria do Cabrito Estonado Assistiu-se uma vez mais em Oleiros ao desfile dos elementos da Confraria do Cabrito Estonado, agora a propósito do “Festival do Cabrito Estonado e do Vinho Callum”. Perdoem-me os seus defensores, mas aquilo pareceu-me uma parada folclórica de mau gosto, que não reflete qualquer tradição oleirense no que toca a vestimentas, com a agravante, nalguns casos, do uso excessivo de distintivos e emblemas. Acredito que haja motivos válidos para a existência da confraria, mas será que se justifica um aparato tão espampanante? Que critérios presidiram à escolha de tal fardamento? Desconfio que estamos perante um simples caso de mimetismo ou de macaquinhos de imitação. 12.abril.2025.

O Pelourinho de Oleiros

  O PELOURINHO DE OLEIROS        São diversos os objetivos que, ao longo dos tempos, se atribuem aos pelourinhos. Para alguns historiadores são marcos concelhios e símbolos de liberdade municipal, para outros são sinal de tirania e opressão, por aí se fazer justiça, num tempo em que neles se expunham e puniam os criminosos com base no terror e na vergonha pública. Em épocas mais recuadas constituíam um símbolo de jurisdição feudal. Se calhar, os pelourinhos foram tudo isso, variando a função conforme a época.     Aqueles monumentos eram colunas de pedra dos mais variados estilos e feitios, assentes numa base também de pedra, geralmente situados no centro das localidades.    Em Oleiros existiu um pelourinho em frente do edifício da Câmara Municipal, no largo que hoje se denomina Praça da República, mandado erigir no tempo da presidência camarária de João Ribeiro de Andrade, pelos anos de 1824 a 1830, segundo relato do bispo de Angra...

Almoço de coralistas

  Hoje, dia 30 de janeiro de 2025, realizou-se um almoço-convívio do grupo coral da Academia Sénior de Oleiros. Mais uma vez se preteriu o lanche partilhado, que em várias ocasiões congregou os coralistas em amistoso e verdadeiro convívio. Mais uma vez se preferiu uma refeição num restaurante, confinando os coralistas a lugares fixos, em que a presença de muitos até passou despercebida a alguns colegas. Mais uma vez se repetiu uma cantiga grosseira, completamente descabida num restaurante público, onde, certamente alguns dos clientes ali presentes, alheios à festa, se sentiram incomodados com a brejeirice de tão descabelada letra e de gosto duvidoso. Tais cantigas só fazem sentido em locais privados. Será isto um verdadeiro convívio? Assim não!