Orquídeas campestres
A grande maioria das espécies de orquídeas campestres existentes em Portugal desenvolve-se em terrenos calcários, mas no concelho de Oleiros, com solos ácidos, é possível encontrar algumas espécies daqueles maravilhosos seres vivos.
Quem deambular ao longo da estrada, entre o Milrico e a Foz das Rabaças, e possuir algum saber botânico, ficará surpreendido com a existência de centenas de exemplares de orquídeas silvestres, as quais, para grande parte das pessoas, não passam de simples ervas do campo, no meio de tantas outras plantas floridas ao longo de estradas e caminhos. Trata-se, da Epipactis lusitanica. Apesar da sua aparente simplicidade, vale a pena dedicar-lhe alguma atenção.
Com uma observação cuidada e um pouco de sorte, é possível encontrar nos terrenos adjacentes outras espécies, nomeadamente a Orchis langei e a Cephalanthera longifolia.
Todas as orquídeas, espontâneas ou cultivadas, se reconhecem facilmente pela simples observação das suas flores. Têm sempre 3 sépalas e 3 pétalas. A pétala central, chamada labelo, é diferenciada das restantes. Nas espécies pertencentes ao género Ophrys, o labelo apresenta a forma de um determinado inseto, exalando, nalguns casos, o odor da respetiva fêmea, para melhor atrair os insetos polinizadores. Por esta razão as orquídeas são os seres mais evoluídos do mundo vegetal
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