Destruição de herbáceas
DESTRUIÇÃO
DE HERBÁCEAS
O tema não é novo, mas vale
sempre a pena retomá-lo, em benefício do meio ambiente e regalo dos nossos
olhos.
Quem passa na rua das Rosas
(artéria onde não se vislumbra qualquer roseira, nem mesmo a bonita
rosa-albardeira…), entre a rua de Santa Margarida e a Estrada Nacional nº 351, em
Oleiros, fica surpreendido com uma mancha de amarelo-torrado ao longo dos
passeios, em contraste com o verde viçoso do campo ao lado, salpicado de flores
campestres, que a Natureza, sempre generosa, nos oferece todos os anos nesta
época primaveril.
Salta à vista que aquele
desolador amarelo-torrado resultou da aplicação de herbicidas. Quem terá
concebido a ideia peregrina de tal ação? Que pressão terá havido sobre a
edilidade oleirense por parte das empresas fornecedoras de produtos fitossanitários?
De facto, não se vislumbram quaisquer benefícios no uso de tais venenos. Se foi para
destruir as ervas, elas continuam lá, agora tristemente queimadas ao lado das
que escaparam à devastação. Mas, destruí-las para quê? Por outro lado, elas não
cresceriam mais, visto que já atingiram o máximo da sua expansão, como se pode verificar
pela produção de espigas nas gramíneas e pela frutificação nas outras
herbáceas, completando assim o seu natural ciclo de vida. O resultado é, pois,
negativo, pelo aspeto desolador da paisagem e pelo envenenamento do solo
através de produtos químicos comprovadamente perniciosos.
Outras artérias da vila
sofreram o mesmo ignóbil tratamento.
Deixem estar as ervinhas
tranquilas no seu habitat, que não
prejudicam nada, nem ninguém! Antes pelo contrário: purificam o ar e
alegram-nos a vida.
Bom dia, subscrevo integralmente. O teu comentário é tão oportuno que sugiro que o envies à Câmara Municipal, talvez lendo o teu ponto de vista os possa fazer repensar na situação e quem sabe concluam que o melhor mesmo é deixar de destruir tais plantinhas. Com isso, não só pouparão dinheiro e outros recursos, como, acima de tudo, deixarão entrar a primavera nas ruas da "nossa" querida vila de Oleiros, deixando-a naturalmente mais florida e bonita.
ResponderEliminarViva a natureza, viva Oleiros!