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A mostrar mensagens de outubro, 2025

OBRAS MUNICIPAIS

  OBRAS MUNICIPAIS Os munícipes não têm que se imiscuir na gestão dos recursos humanos nem na utilização do parque automóvel da Câmara Municipal, mas ocorrem situações tão estranhas, que não é possível ficar indiferente. Assistiu-se hoje na Rua Augusto Fernandes, em Oleiros, a um invulgar movimento de viaturas e de funcionários camarários, cujo único objetivo era a mudança de um contador da água para um local afastado três ou quatro metros, instalado na casa com o nº 51, exigindo alguma intervenção no pavimento do estreito passeio. Tal operação envolveu uma camioneta de carga, uma carrinha de caixa aberta, uma gigantesca retroescavadora e 5 (cinco!) operários camarários. Verificou-se entretanto que a máquina retroescavadora, serviu apenas para transportar alguma areia na enorme pá frontal, mas a sua presença obrigou à ocupação de metade da largura da rua e à sinalização de segurança da zona envolvente. Não dá para entender!

O Calão

  O Calão        Existiu durante cerca de duzentos anos, na parte oriental da vila de Oleiros, uma conduta de água com 3 km de comprimento, sensivelmente paralela ao curso da ribeira e que era conhecida por “levada da Casa Grande”.      Esta levada foi pensada e construída para alimentar dois moinhos de água e irrigar extensos terrenos agrícolas pertencentes à família Rebelo de Albuquerque nas imediações da vila, mas acabou por resolver problemas de subsistência de uma população privada da posse de terras. Com efeito, ao longo da levada foram criadas pequenas hortas, pelas quais os seus utilizadores pagavam uma renda anual à Casa Grande, como se chamava a importante casa senhorial.      Daquelas hortas os arrendatários obtinham os produtos agrícolas essenciais ao sustento do seu agregado familiar. Curiosamente, era uma boa parte desta gente que, através do seu trabalho braçal, mantinha de pé o notável poder ag...